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Criatividade tem limites!

Criatividade tem limites!
  Como coach de relacionamentos de casal e alguém que reflete constantemente sobre o machismo estrutural em mim, percebi um desafio nas interações de casais heterossexuais. E me dei conta de que esse desafio inspira reflexões sobre muitos outros processos em que duas culturas conflitam (ou seja, além da cultura do homem e da mulher, outras culturas como do hétero e do LGBT+, do branco e do negro, e assim por diante). Em resumo, a pessoa em lugar de privilégio tende a perpetuar sua opressão porque sua criatividade não tem limites. Como assim? Criatividade deveria ter limites? ...
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Inscrições abertas para turma 2019: Artha – formação para liderança e cultura sustentável

Inscrições abertas para turma 2019: Artha – formação para liderança e cultura sustentável
Estamos num período em que a existência e resistência de muitos valores humanos e sociais estão em xeque. Cada um de nós está buscando e achando espaços que fortaleçam a nós e o nosso serviço para o mundo. A formação que oferto há alguns anos, e que agora abre inscrições para sua 13a turma, propõe-se a ser um desses espaços.   Se você tem interesse, leia essa mensagem até o final e abra o anexo aqui: Artha - formação 2019!   Para 2019, a formação se expande e fica mais robusta:   Passa se chamar Artha - formação para liderança e cultura sustentável. &n...
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A esperança é um estado incondicional

A esperança é um estado incondicional
    São muitas as vezes em que nossos sonhos individuais ou coletivos foram esmagados pela realidade. Nesses momentos, a chama da esperança tende a diminuir, até quase se apagar. Qual é o limite da esperança? O quanto suportamos cultiva-la, diante das adversidades? Para sustentar a esperança, é preciso diferenciá-la de expectativa. A expectativa de que nosso candidato ganhe as eleições, quando não cumprida, gera frustração que, por sua vez, pode levar à raiva destrutiva – que, então, pode se expressar de forma ativa (vingança, retaliação) ou passiva (desistência, apatia)...
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What I learned from taking a Cultural Sustainability Intro Class – and how that changed me

What I learned from taking a Cultural Sustainability Intro Class – and how that changed me
Since the beginning of my work career, nearly 20 years ago, I never thought of myself as an academic researcher. I started as a reporter, moved to be a social educator, then a social entrepreneur and finally understood I had a personal purpose, related to the development of sustainable leaders and cultures, and that I could express this purpose in many ways. Ways that included many of the previous things I had done, plus some new ones, like coaching and consulting, and even informal – but never academical – research. However, after many years working focused on my purpose, I felt the ur...
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Cultural Sustainability: facing the challenges of establishing a new field

Cultural Sustainability: facing the challenges of establishing a new field
    Cultural Sustainability is a new and emergent field and, as so, it is not established in the world as a “dominant” field. Which means that those very words (Cultural Sustainability) and all the work and theory that they contain, have the risk of: Being dismissed, unvalued, discredited and even made fun of and, because of that, becoming a marginal field, with little impact on the larger social system.   Being appropriated by the current dominant system, in a way that is transformed uniquely in a commodity to generate profit, or in a “green-wash” theory ...
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Cultural Sustainability as a visible field – let’s do this together?

Cultural Sustainability as a visible field – let’s do this together?
  After years working to contribute to the development of leaderships and organizations to incorporate sustainability as a key concept of their worldviews, I felt it was time to take this work to a next level. Being very entrepreneurial, my career built its foundation on actions. Now, I needed to take time to reflect upon everything I had been doing. After some research, I found out about Goucher College’s Master in Cultural Sustainability, to which I applied and was admitted. It is a fantastic program, that has been challenging me intellectually and, also, to take new, powerful...
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Estruturas de Poder: a certificação do conhecimento (3ª parte):

Esta é a terceira de uma série de reflexões sobre mecanismos de acúmulo de poder como estratégia, ainda que ineficiente, para lidar com nossa vulnerabilidade. Um dos caminhos mais arraigados na cultura ocidental atual é a certificação do conhecimento como forma de concentração de poder.   Quem é certificado adquire:   Privilégios comerciais, pois acessa mais mercados e pode cobrar mais.   Status social, pois é visto como alguém mais respeitável que os outros.   Privilégios sociais, como fruto do status, desfrutando do acesso a bens culturais, e...
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Estruturas de Poder: Gestão e Supressão da Raiva (2ª parte)

Nesta série de textos, compartilho reflexões sobre como criamos mecanismos de acúmulo de poder como estratégia (frágil) para lidar com nossa vulnerabilidade intrínseca. Por exemplo, a administração da raiva como um recurso, tal qual o dinheiro, que é distribuído desigualmente entre as pessoas, e gerido de forma a aumentar e perpetuar os poderes de alguns e suprimir o de outros.   A raiva é uma força que, entre outras funções, impulsiona o estabelecimento de limites. O seu uso, tal qual outras coisas, depende da maturidade de quem a manuseia. Mal usada, pode virar violência. Não usad...
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Estruturas de Poder – Desqualificação do outro (primeira parte)

Desenvolvemos, como humanos, uma estratégia básica para lidar com nossa vulnerabilidade: acumular poder. Mesmo que não aplaque plenamente nossa angústia, sentirmo-nos poderosos perante o outro nos traz uma (frágil) sensação de segurança. Com o tempo, criamos diversas variáveis dessa estratégia, que fazem parte de nosso cotidiano sem que percebamos. É sobre elas que discorre a série de textos que inicio agora.   Uma maneira simples de acumular poder é desqualificar o outro. Quem é desqualificado perde força, e quem desqualifica ganha. Algumas maneiras comuns:   Banalizar...
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Ser pai num mundo capitalista

Carrego comigo uma dor. De ser pai num mundo capitalista, desigual, que coloca o trabalho e o dinheiro como centro da vida. Parte desse dor é de me sentir vítima. Porque eu gostaria que a família fosse o eixo e o trabalho orbitasse em torno dela – e não o contrário. Que a cultura gerasse mais home office, menos horas de trabalho, mais integração das crianças nas reuniões e no cotidiano profissional, mais autonomia e liberdade sobre como equilibrar o tempo dedicado a produzir e a simplesmente existir, mais abundância compartilhada de recursos, para podermos escolher nos dedicar à poesia e ao...
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