Infantis

Ser pai num mundo capitalista

Carrego comigo uma dor. De ser pai num mundo capitalista, desigual, que coloca o trabalho e o dinheiro como centro da vida. Parte desse dor é de me sentir vítima. Porque eu gostaria que a família fosse o eixo e o trabalho orbitasse em torno dela – e não o contrário. Que a cultura gerasse mais home office, menos horas de trabalho, mais integração das crianças nas reuniões e no cotidiano profissional, mais autonomia e liberdade sobre como equilibrar o tempo dedicado a produzir e a simplesmente existir, mais abundância compartilhada de recursos, para podermos escolher nos dedicar à poesia e ao...
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A maternidade/paternidade é estressante?

Confesso que me inquieta o uso do verbo “ser” para definir as coisas. Quando algo “é”, significa que ele se mantém assim independente das condições. Uma árvore é uma árvore mesmo se cortada ao meio, se bem ou mal cuidada, ou se vive espremida numa calçada de avenida ou no espaço amplo duma floresta.   Se ser pai ou mãe é estressante, esse estado se mantém independente de suas condições. Mas não é o que percebo. A partir de tantas experiências vividas por mim ou por pessoas próximas, e de tantos relatos lidos e assistidos, vejo que o estresse da paternidade – e, em especial, da mater...
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Infantis

Escrever para crianças é uma forma de transbordar a criança que mora em mim e deixá-la dar as mãos, brincar e aprender com as outras crianças - inclusive com aquelas que já viraram adultos. Além das histórias abaixo, existem outros livros em produção, textos específicos para contação de histórias e histórias escritas sob demanda para grupos específicos. (clique no título para ler as histórias) Sutentabilidade na Cidade: coleção de livros inspirados em pessoais reais, que estão buscando nos ajudar a reconectar com a natureza que habita as grandes cidades. Dois textos já estão pronto e out...
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Árvores Vivas

Para a Juliana Gatti, que é uma árvore que fala! Aí começou assim: eu achava que tinha pessoas que eram árvores. Porque árvores, para mim, eram coisas feias, sujas, no meio da cidade. Não dava para sentar perto delas, porque tinha terra que sujava o vestido, e restos de papel, comida e bituca de cigarro. Tinha até gente que fazia xixi e cocô no pé da árvore! Eca! E eu via pessoas que eram assim também. Ficavam lá, em silêncio, sujas e com os olhos vermelhos, sentadas em pedaços de papelão ou em colchões tão velhos que nem dava mais para chamar de colchão. “Eles moram na rua”, dizia minha mãe...
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O MENINO QUE RIO

O MENINO QUE RIO
Gustavo Prudente, junho de 2011   Os direitos de publicação de "O Menino que Rio" foram cedidos à Editora Evoluir, que está providenciando uma primeira edição do livro para o fim de 2015. Por razões contratuais, o texto foi retirado deste blog, mas estará disponível em breve na versão impressa, com ilustrações belíssimas de Victor Farat (http://victorfarat.tumblr.com/ e https://www.facebook.com/victor.ilustracao?pnref=story). Grato pela compreensão!
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